Amar é dar o que não se tem 🤍
Escrevi esse post inspirada no filme O convite (sabe, o filme com a Penelope Cruz e Olivia Wilde?) Saí da sessão me perguntando: como um amor acaba? Quando um casal passa de “desesperadamente apaixonado” pra “absolutamente ressentido?” Será que ha um momento exato, ou pelo menos aproximado? Da pra prever? Será que “dar o meu melhor” numa relação basta? Será que sequer existe um “meu melhor” universal, ou cada relação é única?
Spoiler: não tem resposta universal. Apenas pistas.
(Curiosidade: o filme teve como consultora a musa mor de inteligência romântica relacional Esther Perel.
Então vamos lá: sobre pequenas e grandes coisas que desgastam um amor:
1- Quando não sei dizer o que quero ou preciso
Assumir próprio desejo passa também por não esperar que o outro adivinhe (ou realize!) o que quero.
2- Quando culpo o outro pela vida que não estou vivendo
Se eu não me aproprio do que quero, culpo o outro pela vida que não estou vivendo. Assumir os desejos é urgente.
3- Quando espero que o outro me preencha totalmente
É preciso aprender a nos preencher de nós mesmos, de nossas próprias realizações, projetos e alegrias
4- Quando me abandono e deixo de olhar pra mim e pro mundo com olhos gentis
Se não cuido de minha mente, de minhas dores, dos meus conflitos. Dos meus desejos, da minha paz e solitude.
5- Quando eu paro de olhar pro outro com curiosidade
e assumo que já sei tudo… não tenho interesse, nem espaço para descobrir coisas novas e, talvez, me surpreender
6- Quando a vida atropela demais e não sobra espaço para ser leve e espontâneo
para rir de besteira, mudar os planos, fazer nada, inventar alguma coisa, brincar, ser ridículos juntos.
7- Quando espero que o outro dê conta de toda minha felicidade
é injusto e irreal esperar que o outro me complete e dê conta do meu vazio
8- Quando os não ditos vão se acumulando
as dores não elaboradas, os desejos não assumidos, e as pequenas frustrações se tornam gigantes
9- Quando paramos de conversar
e de contar histórias, partilhar sobre nossos dias, medos, desejos. A palavra é ponte de conexão.
10 – quando há desprezo, agressividade, descaso
Se esse é o tom da relação, há algo muito fora de lugar que precisa ser olhado com muito cuidado
11- quando só um dos lados tenta fazer dar certo
As partes não são iguais, mas cada um tem a sua função e precisa se implicar na criação e manutenção do vínculo
12- quando eu idealizo ou romantizo demais
se me comparo o tempo todo, se perco de vista o que é uma relação REAL e o que é uma relação imaginária
No fim das contas, talvez não seja o amor que sustenta a relação, mas a forma de se relacionar que sustenta o amor.


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